Is It Real?

1 - INTUIÇÃO


Mas um dia de verão extremamente quente em Sidney; Australia. Eu me mudei pra cá há uns 6 anos, quando eu tinha 10, por causa do trabalho da minha mãe. Nós éramos de Nova York e eu sinto muita falta daquele friozinho no inverno, e poder dormir com varias cobertas e o aquecedor ligado. Aqui, não, mesmo sem coberta e aquecedor você dorme e parece que levou uma chuveirada de tanto suor. brinks.
Era um sábado de manha, umas 9:00, e la estava eu acabando de acordar devido aos raios do sol que estavam justamente na minha cara. O Sol brilhava la fora, e apesar de sempre ir a praia todo final de semana, me deu uma vontade especial de ir este dia. Levantei-me, ainda bem preguiçosa, (eu acho que preguiçosa devia ser meu sobrenome),  caminhei em direção ao meu banheiro,  não me assustando ao me olhar no espelho, já estava acostumada com o cabelo de leão e as olheiras. Tomei meu banho, escovei os dentes, e liguei para Kristen e Alice, minhas amigas que estavam comigo a todo canto. Sabe aquelas ligações de três pessoas? Pois é,a gente sempre se falava assim.
- ACORDA MULHERAAAADA, o dia ta ótimo, borá pra praia. – nem estava me reconhecendo, porque a Alice que sempre acordava eu e Kris desse jeito.
- Vai a merda Katie, ta parecendo a Alice. ¬¬ to com sono. – A Kris falou no telefone nem um pouco simpática, com o mesmo tom de sempre quando alguém a acordava.
- Nossa senhora, o que que deu em você hoje Katie? – Disse a Alice me estranhando também.
- Não sei, to com um sentimento que hoje é um dia especial, e devemos comemorar, indo a praia. – eu não achava que ir a praia era um modo legal de se comemorar nada, porque ficava enjoativo, mas alguma coisa me dizia que seria muito bom ir a praia.
- Vai cambada, levanta logo, ou eu vou ter que ir ai na casa das duas? – nos três morávamos perto, e perto da praia também, era muito bom porque sempre íamos na casa uma das outras.
- NÃO – Disseram as duas, parecendo que tinham combinado.
- Já to levantando – Disse Alice, apresentando sinais de animação.
- Espero que a sua intuição esteja certa. Que hoje seja um dia bom, porque se não for Katie, eu vou fritar você por me tirar da cama. – Disse Kris
- Encontro vocês em frente a sorveteria em 30 minutos – eu disse antes que a Kris começasse a falar e falar e bla bla bla.
Eu já estava praticamente pronta, então desci pra tomar meu café. Minha mãe tava na cozinha, sentada na mesa, tomando seu café e comendo salada de fruta.
- Bom Dia senhora Taylor! – eu tava realmente com medo de mim.
- Bom dia senhorita Katie, posso saber o por que desse humor, incrivelmente bom pra um sábado as 9 horas da manha?
- Pressentimentos mãe, pressentimentos. É... eu vou na praia com as meninas, okay? – eu disse bocejando.
- Tudo bem, não esqueça de ligar para o seu pai e avisar para ele. Ele saiu agora cedo, e so volta daqui a 2 semanas. – Disse minha mãe, com aquele olhar, se você esquecer, vai sobrar pra você.
- Ta.
Peguei uma tigela de salada de fruta e um copo de suco de laranja, e fui pra sala assistir TV e comer. Aproveitei e já peguei o telefone e disquei o numero, e a voz grossa do meu pai atendeu ao telefone.
Meu pai, James, era um dos donos da empresa que o meu pai e o pai das meninas formaram, e eles sempre estavam viajando, para decidir assuntos importantes. Todos nos éramos muito unidos e nossas famílias sempre se encontravam pra umas festas e pá, porque nossos pais se conheciam desde que viemos pra cá.
- Oi filha, que milagre você esta acordada esse horário em pleno sábado. – disse meu pai com uma voz de espanto.
- É pai, bom dia, eu estou com uns pressentimentos e animada pra ir pra praia. J A mamãe disse que era para eu ligar pra você... – coloquei uma colher na boca com a salada.
- Sim, eu so queria avisar que estou indo pra Nova York de novo, para terminar de resolver uns negócios la, tudo bem? – Disse meu pai, sabendo que a resposta seria..
- Tudo bem, claro. Boa viagem então. Bom dia, beijos.
- Okay, obrigado, beijos. Bom dia filha. – tutututututu.
Desliguei o telefone automaticamente, assistindo Bob Esponja, sabe como é. Eu sempre desconfiei que ele era gay, mas isso não vem ao caso. Terminei com a comida e fui para a cozinha.
- Filha, eu e a mãe das meninas vamos fazer umas compras, e eu vou aproveitar e comprar seu presente de aniversario, e fazer as compras pra casa.
- Tudo bem mãe, e sobre meu presente, não precisa, eu já disse. – Eu disse, meio irritada, 17 anos. Já? Tudo passou tão rápido.
- Eu acho que você vai gostar do que eu tenho em mente... – disse Taylor com uma cara safada.
Ela simplesmente saiu, sem falar mais nada, e eu olhei o relógio. Atrasada. me distraí com o Bob, like always.  Fui de short branco, um dos meus preferidos, uma bata roxa, e meu biquíni roxo também por baixo. tenho um certo problema com roxo.  Fui pra frente da sorveteria e as duas já estavam la.
- Não fala nada. Bob Esponja? – Disse Kris num tom totalmente irônico.
- Eu gosto poxa. – eu disse, na defensiva.
-  UASHAUSHUASHUSH, vamos logo, a água parece boa – Disse Alice simplesmente rindo da nossa cara e nos ignorando.
Fomos para a praia, que era so atravessar o quarteirão, e eu avistei aquele paraíso novamente. Eu me sentia em casa ali. A água tão limpa, a areia tão quanto. O Sol brilhando e refletindo na água. Wow, tava lindo.
Nos três nos olhamos, rimos, e so deixamos as roupas em cima da mesa conhecida, onde a moça do bar ali perto olhava para gente, e fomos correndo que nem três criançinhas loucas atrás de um moço que vende algodão doce, para o mar. Que sensação ótima. Aquela água fresca, as ondas. Tudo o que eu tava precisando.
Depois de um tempinho, saímos da água e fomos pra mesa, e ficamos conversando.
- O que vocês vão querer? – perguntei , me levantando.
- Um suco de abacaxi com hortelã – Alice sempre pegava isso. Pra que que eu perguntei?
- Laranja com acerola – Disse Kris.
- Ok, estou indo la pegar. – E la fui eu, viajando nos meus pensamentos,  e pensando o por que aquela intuição tão forte.
Fiz o pedido e voltei cantarolando uma musica que surgiu do nada na minha mente. De repente aparece um garoto correndo em minha direção de costas, gritando Sam, aparentemente um cachorro. Ele vinha com toda a velocidade pra cima de mim, e pá. Sim, trombamos. Ele veio  com tudo, não tinha como não cair no chão. Caí, e ele também. Em cima de mim.
- Ai. Minha coluna foi pro saco. – Eu disse ainda gemendo, depois do susto.
- Nossa, desculpa. Eu sou um pouco distraído, e tava brincando com meu cachorro. Err, desculpa, desculpa mesmo.  – Disse aquele desconhecido garoto, inexplicavelmente lindo, enquanto se levantava de cima de mim.
- Vem cá, deixa eu te ajudar. – Eu sabia que tava com a boca aberta, mas não sabia onde estavam as forças para poder fechá-la diante aquele sorriso divino, aquele cabelo bagunçado pelo vento e molhado, aquele corpo totalmente forte, se é que você me entende, e aqueles olhos penetrantes.  Ele me deu a mão, e eu percebi que ele tava meio confuso com a minha expressão. Quem liga? Ele parecia um Deus Grego.
- Você ta bem? Quer que eu te leve ao medique? Sua cabeça ta sangrando? O que que ta acontecendo? Você consegue falar? Já sei, você mordeu a língua forte quando caiu e corto ela? Ai meu Deus, abre a boca, deixa eu ver. – Eu não conseguia parar de olhar pra ele com cara de menina de interior que nunca viu escada rolante, com aquela cara encantada. Minha boca tava um pouco aberta graças a sua perfeição, mas ele enfiou a mão na minha boca, e se eu não tivesse uma reação automática de fechá-la, ele teria puxado minha língua fora. Eu me liguei que a situação tava ficando ao extremo, e decidi falar, puxando do fundo do cérebro as palavras.
- Não, calma, eu to bem. Só um pouco, encantada. – KATIE, SUA ANTA. OLHA O QUE QUE VOCÊ DISSE. – não, er, atrapalhada. Desculpa.
- ah, tudo bem. Você esta bem mesmo? Não quer que eu te leve para o hospital?- disse ele ficando um pouco vermelho, depois da minha palavra que não era pra ter saído da boca, mas eu as vezes simplesmente não consigo mentir.  Ele ainda parecia preocupado.
- Não, serio, eu estou ótima, apesar do tombo, eu estou perfeitamente bem. - Eu falei sorrindo pela primeira vez, conseguindo fechar a boca. E na velocidade da luz, eu finalmente entendi aquela intuição forte.
2 - INESPERADO


Uma coisa saltitante veio ate nos, e eu percebi que era Sam, o famoso cachorro que provocou o nosso tombo.  O tal menino, ficou brincando com ele, e eu, me ajoelhei e brinquei um pouco também. Era ate uma cena meio estranha, nos dois, ajoelhados, brincando com um cachorro.
- Com essa confusão, eu ate me esqueci de me apresentar.- Disse ele sorrindo, e CARA, que sorriso. QUE SORRISO. Sabe aqueles sorrisos que você poderia ficar olhando o dia inteiro? Então, esse. – Justin, prazer.
- É, me desculpe, eu também. – Disse sorrindo ao ver o sorriso dele. – Katie, prazer é meu. – E que prazer, pensei. Se ele lesse mentes, seria um perigo.
- Parece que ele gostou de você, KATIE. – Disse Justin, sorrindo outra vez, mas olhando para o chão. 
Aqueles olhos, nossa, nunca vi um tão lindos.
- Eu gosto muito de cachorros, mas não poso ter em casa. Minha mãe é alérgica. – Eu disse finalmente sabendo o nome dele, Justin. Um nome lindo, proporcional a ele. 
- Ah, que pena. – Mas e você, mora aqui? – Perguntou ele, com a voz um pouco pigarreada, mas quando eu olhei para seu rosto, estava estampada em sua cara sua expressão meio safada. Ele mordeu levemente os lábios, e se eu não tivesse controle, nem sei o que faria.
- Eu moro sim, Justin. – Eu preferi não falar mais nada, porque sabia que se falasse sairia coisa de mais, principalmente em relação a mordida nos lábios. – e você?
- Eu não moro aqui, mas vou ficar aqui durante um ano, como férias. – Ele disse, olhando para Sam, que já tava todo elétrico novamente.
- Er, minhas amigas estão sentadas ali na frente, eu tenho que ir la. – Eu tive que dizer isso, eu estava sem assunto, e eu não queria parecer uma boba. Dei um meio sorriso.
- Tudo bem, eu te acompanho. – Justin disse isso, e sua fala foi acompanhada de seu sorriso.
Fiquei corada. Certeza absoluta. Devo ter ficado roxa com aquele sorriso matador, provavelmente da cor do biquíni. Ri em meus pensamentos.
Chegando na mesa, as meninas assim que viram Justin comigo, assustaram-se.
- Oi – Justin disse, cavalheiro e tímido ao mesmo tempo.
- Eei – Disseram Kris e Alice juntas, sorrindo.
- Justin, essas são Alice e Kristen – Apresentei as meninas.
- Oi Justin, - A Alice sempre educada.
- Só Kris, por favor – A Kris disse cumprimentado o garoto.
Ficamos ali durante um tempinho, conversando e bebendo nossos sucos, depois que Justin também pediu o seu, Laranja, assim como o meu.
- Bom, meninas, foi muito bom ter conhecido vocês, um prazer. Mas eu tenho que ir. – Ele me olhou rápido, avaliando a minha reação. Eu o encarei com o rosto triste, e ele definitivamente percebeu.
Ele se despediu com um beijo na bochecha das duas, e quando foi a minha vez, ele ao em vez de me dar um beijo na bochecha também, agarrou minhas mãos, e falou para Kris e Alice, que ia me roubar um pouquinho. Eu realmente gostei disso, não sei porque.
Começamos a andar, sem rumo, pela praia. Já deviam ser umas 12 horas, e eu fitava a água ao longe. E ele começou:
- Eu só queria te pedir desculpas mais uma vez, e falar que foi muito bom ter te conhecido. – Justin disse, sincero, com aquele sorriso novamente, e seus olhos brilhando.
Eu provavelmente fiquei roxa de novo, meu normal.
- Er, tudo bem, e foi muito bom ter te conhecido também. – Eu disse meio envergonhada, olhando para a areia agora, e sorrindo. Eu reparei melhor nele, e não fiz isso antes porque era impossível para de olhar seu rosto. Ele estava só com uma bermuda preta com detalhes roxos, meio caída, que mostrava parte de sua cueca preta. Eu senti um calafrio.
Ele parou de andar, conseqüentemente eu parei também. Ele pegou minha mão esquerda, me fazendo virar pra ele. Estávamos um pouco distante de todos, perto de uns rochedos que existiam ali. Eu me virei para ele, pensando em um abraço ou coisa do tipo. Mas fui totalmente surpreendida. Ele pegou meu queixo com sua mão esquerda já que a direita ainda segurava a minha, e levemente puxou meu rosto para o seu. Nossos lábios se encontraram, e meu cérebro parou. Eu fiquei naquele momento. Foi apenas um selinho, mas nada que eu imaginasse. Foi tipo, wow.  Ele me olhou fundo nos olhos, seus olhos brilhavam tanto, mais tanto, e seu sorriso aquele tempo todo, nunca foi tão encantador.
Eu continuei olhando ele, sorrindo involuntariamente, e percebi que era uma resposta ao sorriso dele automática do cérebro.
- Vamos passear a noite, tomar um sorvete, sei la. O que você acha? – Ele disse, e continuava radiante.
- Claro, é. – Estava sem palavras depois de tudo aquilo.
- As 7 horas esta bom para você? – Justin falou, seu hálito tomou meu rosto, tinha cheirinho de laranja.
- Claro, esta sim. Eu venho aqui para a praia, e nos encontramos, pode ser? – Eu disse meu em duvida, isso era real? Parecia que eu estava sonhando...
- Ok então, te vejo aqui as 7. Ele me deu mais um selinho, e me olhou firmemente de novo, e saiu caminhando pela praia.
Se não fosse pelas minhas pernas, que estavam estacionadas na areia e que não conseguiam se mexer, eu teria caído no chão. Minha mente rodava, e todos esses momentos ainda percorriam meu pensamento.


3 - JUSTIN BIEBER



Depois de uns longos 5 minutos, parada, olhando para o nada, eu finalmente lembrei como andava. Sai dalí em direção a mesa, ainda meio pasma com tudo. Eu não tava conseguindo assimilar as coisas. Tipo, AHM...
Eu contei do nosso pequeno beijo, e elas ficaram tipo, wow. Falem também que ele tinha me chamado para sair às 7 horas.  Já eram 12:30 e eu, apesar de querer ficar mais um pouco na praia, a aproveitar o dia, tinha que ir pra casa para escolher as roupas. Afinal, uma coisa martelava na minha cabeça: COM QUE ROUPA EU IA?  O normal de toda garota.
Enfim, eu e as meninas fomos dar mais um mergulho, e voltamos para a casa:
- Vamos lá pra minha casa? Por favor? Eu preciso de ajuda.  – Eu disse, já pensando que iria destruir o guarda-roupa se não achasse nada que prestasse dentro. Por isso minha mãe esconde o martelo. Brinks.
- Vamos sim, ai a gente te ajuda, e vê se você para com essa nóia. – A Kris falou percebendo o meu estado de espírito.
- Claro, afinal, tem que ser boa essa noite, não é? – Alice era uma fofa.  – E Katie, o Justin não me é estranho, parece que eu já o vi em algum lugar...
- Uhmm, legal. – Eu nem prestei muita atenção, porque Alice tinha uns probleminhas básicos de cabeça, como conhecer pessoas que ela nunca viu na vida, é.  Dei um risinho.
Fomos para a casa, fizemos um lanchinho básico, porque ninguém estava com fome, e enquanto eu fui tomar meu banho, elas já ficaram fuçando meu armário, procurando algo, e escutando uma musica que eu já tinha ouvido, e me lembro vagamente, e enquanto lavava a cabeça prestei atenção na letra: “You look so deep, you know that it humbles me, you my my side, and troubles them don’t trouble me, many have called but the chosen is you, whatever you want shawty, i’ll give to you.”
Gostei.  Na verdade, muito. Iria descobrir de quem era após o banho. Já deviam ser umas 2 horas, eu sai do banho e encontrei as duas deitadas na minha cama, conversando.
- Pronto, o que vocês escolheram? – eu disse, meio desconfiada da cara de sapeca.
- Ahm, da uma olhada ali –  Alice disse com a voz receiosa, e fiquei com medo de me virar.
NOSSA. Metade das minhas roupas estava sobre a pequena mesinha do meu quarto, tudo desarrumado, e a outra metade no chão. So dei um olhar para elas. Aquele olhar de que um leão olha pra sua presa. é.
- Foi a Kris. Você a conhece, ela sempre faz isso. – Disse Alice, apesar de que eu sabia que as duas tinham parte nisso.
- Fui eu uma joça, fomos nos duas. – Disse a Kris dando um risinho safado.
- Ta, ta, ta. Vamos logo com isso. – Eu disse já pensando que teria que arrumar aquela zona, e a minha vontade era de obrigar as duas a comerem cada peça de roupa, mas eu não era tão má a esse ponto. Ou não.
Ficamos um boooooom tempo vendo as roupas, e acabamos decidindo um short jeans escuro, e uma bata roxa escrita Love, devido a minha grande paixão por coisas roxas, e um all star preto, ate gostei.  Coloquei um colar de um coraçãozinho, e deixei meus cabelos castanhos e médio, soltos.  Escovei os dentes e passei uma maquiagem leve, porque não era muito chegada a isso.
Então já eram umas 6:30, e meu coração batia muito rápido. Eu já estava pronta, e foi ate divertida a tarde, no meio daquela suruba louca das roupas, a gente comeu, cantou, escolheu as roupas, e me arrumei. Me lembrei de uma coisa:
- Ah, sabe aquela musica que estava tocando hoje a tarde, enquanto eu estava no banho – Perguntei, e cantei um pedacinho.
- Sei, chama One Time, é do Justin Bieber, ele ta começando a carreira e essa musica já esta tocando nas rádios. – A Kristen disse, sempre antenada.
- Ah, eu gostei muito dela, é boa – eu disse, e olhei para o relógio.
 6:45. Estava na hora de sair. Eu me despedi delas, agradecendo por tudo, e que amanha eu contaria tin tin por tin tin para elas, enquanto íamos nos afastando, elas me desejaram boa sorte, é, eu precisaria. Eu tinha medo de entrar em pânico, e estragar tudo. Apesar dos 16 anos, isso sempre acontecia.
Cheguei la, e Justin já estava la. Pensei enquanto caminhava em sua direção, na coincidência de seu nome com o do cantor da musica de One Time.  
- Ei Justin – Dei um sorriso.
- Ei Katie, fiquei com medo de você não vir. – Ele disse, exibindo aquele seu sorriso, que so ele sabia dar.  Ele pegou meu rosto com as suas mãos, e me beijou levemente, assim como pela manha. Eu o olhei, meio envergonhada, e pensei, que intimidade era aquela? De já ir me beijando? Não sei que intimidade era aquela, mas estava gostando.
- Vem, vamos para a sorveteria – Ele disse, descendo a mão para pegar a minha. Atravessamos a rua, entramos na sorveteria, que estava um pouco cheia, e percebi varias meninas o olhando e dando gritinhos baixinhos. Não entendi o motivo daquilo, não mesmo.
Pegamos o nosso sorvete, e fomos sentar. E continuavam os olhares. Uhm, fiquei incomodada, deu vontade de gritar, NÃO DA PRA VER QUE ELE TA COMIGO? ¬¬ Conversamos bastante, e conheci um pouco dele, e ele de mim, seus gostos,  o que ele estava fazendo ultimamente, e ele falou
- Eu estou trabalhando em algumas musicas, desenvolvendo minha carreira de cantor, já tenho ate algumas musicas na radio.
Dei um estalo. – Justin Bieber? – Tremi ao perguntar. – Você é Justin Bieber, cantor de One Time? 
- Sim – Justin disse, abrindo um sorriso imenso de derreter corações. Entendi os olhares e gritinhos. – Algum problema? – ele me pareceu preocupado.
- Não, só fiquei surpresa, mas não tem problemas. Eu gostei muito da sua musica. – eu disse meio espantada.
- Olha, que bom. É bom ouvir isso, ainda mais de uma garota tão bonita. – Seus olhos brilhavam tanto quanto seu sorriso. Meus olhos encontraram seu olhar, e eu parei neles.  Sorri também. Fiquei com medo de ter algo grudado nos meus dentes, como um pedaço de chocolate, vai saber, mas não tinha, porque ele não teve nenhuma reação, graças a Deus.
Ele se aproximou, afagou minha bochecha, chegando cada vez mais perto. Estava vidrada nos seus olhos, a cor caramelo claro me seduzia. Ele colocou a mão na minha nuca, e me puxou para que seus lábios encontrassem os seus. Apenas me deixei levar. Meus braços foram instantaneamente para seu pescoço, agarrando sua nuca, e sua mão desceu para minha cintura. Nossas línguas estavam em uma perfeita sincronia, mas meu coração não estava normal. Parecia aquelas furadeiras malucas tatatatatatata, ou melhor, tutututututututututu. 
Mas isso não atrapalhou em nada. Continuávamos a nos beijar, sua boca tinha um gostinho de algodão doce, por causa do sorvete, segundo ele, seu favorito. Ele parou, mas eu não queria, então o puxei para mim, puxando seu cabelo macio e loiro, controlando-o. Afinal, por que parar?  Seus lábios macios voltaram a encontrar os meus, e sua língua gelada, provocou uma boa sensação. Eu parei, meio sem graça. As vezes é difícil me controlar.
Ele me olhou, rindo. Fiquei sem graça. Sorri apenas, e ele falou:
- Venha, vamos passear. 


4 - Sonho?



Eu olhei, com uma cara ‘Ahm? Pra onde?’ E ele percebeu, e disse
- Não se preocupe, só vamos andar na beira da praia. Só termine o seu sorvete. – Ele me olhava tão forte que eu cheguei a ficar constrangida. Terminei o meu sorvete, e ele fez o mesmo.
Ele se levantou após isso, e puxou minha mão, eu simplesmente levantei e a minha vontade era de abraçar ele tão forte, mas tão forte. Nós fomos em direção ao caixa, e ele não me deixou pagar o meu,  fez questão de pagar os dois, e perguntar se eu ainda queria alguma coisa. Eu disse que não, porque o que eu realmente queria agora era só ele, e mais nada.
Fomos andando, atravessamos a rua, eu tirei meu tênis, para poder pisar na areia, e depois que percebeu o que eu estava fazendo ele fez o mesmo. Deixamos nossos tênis em um cantinho escondido, e ele me puxou correndo em direção ao mar. Eu reparei como ele estava lindo, sem seu tênis da supra vermelho, com uma camisa xadreza também de tons vermelhos, e uma bermuda jeans escura, sorri automaticamente. Encostamos nossos pés na água que estava forte e gelada, e ele jogou um pouco de água em mim, e riu, aquela gargalhada gostosa. Eu não fiquei ali parada observando seu sorriso, joguei água nele também, mas se eu queria apenas observar ele sorrindo, era tão lindo, mas eu não queria fazer papel de idiota.
Ficamos ali, brincando, por pouco tempo.  Porque enquanto eu corria dele, (sim, estávamos parecendo crianças felizes) ele me segurou pela cintura e me puxou para ele.  Eu virei de frente e o olhei. Seus olhos estavam sérios, compenetrados. Não me segurei, abracei ele, com meus dois braços ao seu redor, e os deles em minha cintura, nossos corpos colados. Senti seu cheiro, e eu juro, podia ficar assim com ele para sempre.
- Katie, eu to ficando s.. e.. m.. aaar. – Disse ele, fingindo que eu estava apertando ele que estava sem ar. Pensei que fosse verdade, mas vi rastros de sorriso em seu rosto, e vi que estava brincando. Ri também. – O que foi? Esta tudo bem? –Seus olhos voltaram a ficar sérios.
- Está tudo bem, er, bem demais, perfeito. Eu so não consigo ainda acreditar que você, Justin Bieber, está aqui comigo, apesar de que não faz a mínima diferença, a sua pessoa que importa. Me parece um sonho, dos mais bonitos.
- Eu fico feliz por ter você aqui, você... é... – Parecia que ele estava sem palavras. Ele cantou em meu ouvido “Adore you, girl, I want you, the one i can’t Love without that’s you, that’s you. You’re my special little lady, the one that makes me crazy, of all the girls i’ve ever known It’s you, it’s you. My favorite, my favorite, my favorite, my favorite girl, my favorite girl”. Ele continuava com a boca em meu ouvido, esperando a minha reação.
- Nossa, que linda. Eu, er, estou sem palavras. – Eu disse depois de ter escutado aquela musica, simplesmente maravilhosa. Estava realmente sem palavras.
- Não precisa dizer. - Nisso, ele pegou meu rosto com uma de suas mãos, mantendo a outra ainda na minha cintura. Nossos lábios se encontraram de novo, dessa vez, mas caloroso e ansioso um pelo outro, nossas línguas, na perfeita sincronia. Nosso beijo não estava rápido, estava tranqüilo, como se quiséssemos aproveitar o maximo possível daquele momento.
Ele me deu leves mordidinhas no lábio, e eu retribui, eu acabei rindo de toda aquela situação que ainda não me parecia real.
- Sabia que quanto mais tempo passamos juntos, gosto mais de você? – Ele disse, aparecendo um sorrisinho safado no canto de sua boca.
- Olha, que coincidência, isso também acontece comigo. – O olhei, rindo.
Soltei-me de seus braços, e o empurrei. Ele caiu no chão mas essa era minha intenção. Apesar do olhar intrigado, ele deitou e ficou me olhando. Deitei em cima dele, para provocá-lo sabe como é ne? Fiquei o encarando, olhando seu rosto, e ele também estava fazendo isso comigo. Dei-lhe um selinho.
- Vamos, está tarde, preciso ir para casa.  – Levantei de cima dele, e o puxei. Fomos caminhando abraçados para a rua.
- Posso te levar em casa? – Ele me olhou, e se eu enxerguei direito, mordeu os lábios. Uhm, pensei, isso é sexy.  Eu pensei. Ia recusar?
- Se não te incomodar, você quem sabe, eu moro a menos de três quarteirões daqui. – Esperei.
- Tudo bem, podemos ir à pé ou de carro, estou com o meu ai – Ele me olhou e fez um movimento com a cabeça, indicando onde estava. – Você que escolhe.
- Para mim tanto faz – Não estava nem ai se ia voltar de carro ou à pé para a casa, o detalhe, é que ELE ia me levar.
- Então vamos de carro – Ele resolveu. Para mim, não fazia diferença mesmo. Então, continuamos abraçados ate chegar na sua Range Rover. Que carro. Uau. Tentei não fazer papel de boba, e pensei o que naquele garoto que não ia fazer minha boca ficar aberta.
Ele, muito cavalheiro, abriu a porta do carona para mim, e a fechou após que eu entrei. Sentou no banco para dirigir, e ligou o carro. Ensinei para ele o caminho de minha casa, e ficamos conversando mais um pouco. Foi rápido o trajeto, e paramos em frente da minha casa. Seus olhos encontraram os meus, e ele me abraçou novamente. Eu já estava flutuando, nas nuvens com o abraço, quando no meu ouvido ele falou de novo “Você é tudo o que eu poderia ter desejado, eu amo você!”. Eu congelei. Ele falou que me amava. Morri. Meu sorriso foi tão grande, que se pudesse, teria chegado nas orelhas.  Ele percebeu. Falei no seu ouvido também:
- E você é um dos meus mais belos sonhos se tornando realidade, eu também te amo.
Dessa vez, quem tomou a iniciativa fui eu. Minhas mãos nos seus cabelos, e na nuca, o fizeram entender que eu já estava me despedindo, afinal, eu tinha que ir. Sua mão foi para minha coxa, e a outra na cintura, e nos beijamos. Não era muito tarde, mas tarde o suficiente para uma mãe, às vezes um pouco neurótica, entrar em uma das suas crises. Dei o numero de meu celular para ele, e me deu o seu também.
- Obrigada por tudo, foi, mais que lindo, mais que perfeito. Eu realmente me diverti.  – Agradeci.
- Eu também me diverti. Boa noite meu amor, tenha bons sonhos. – Justin disse em resposta.
- Boa noite, você também. – PARA TUDO. MEU AMOR? Eu só não capotei ali mesmo porque não podia.  Sai da Lisa, o nome do carro que ele me contou durante o caminho, entrei em casa, e suas palavras não saiam de minha cabeça. Isso tudo era um sonho?  Fiquei com medo que fosse.