The One

1 - EU CONHEÇO VOCÊ? 

Acordei cedo hoje com o barulho irritante do despertador. Hoje é o meu primeiro dia de aula, e como sempre não terá nada de interessante, as mesmas pessoas, o mesmo colégio, a mesma mesmice. Me levantei, e fui até o banheiro como todas as manhãs, e o que eu vejo agora é sempre a mesma coisa: uma menina não muito atraente. Não sei se isso é coisa da idade, mas eu não me acho nem um pouco bonita, e eu me acho gorda também, mas aprendi a conviver porquê ninguém se interessa por mim anyways, hehe. Vamos dizer que eu sou uma menina normal: cabelos castanhos e lisos naturais acima da cintura, olhos castanhos, e algumas espinhas básicas da idade. Fui até o meu armário escolher alguma coisa para usar, e acabei pegando qualquer coisa de tanto sono que eu estava sentindo, desci as escadas para encontrar minha mãe (Andy) e o meu padastro. O nome do meu padastro é Mason, ele é bem legal comigo e sempre me apóia em tudo, mas sabe quando vc sente que ele tomou o lugar do seu pai, e você nao consegue acostumar com outro homem na casa? É assim que eu me sinto, mas nem por isso eu trato ele mal. Chegando na cozinha minha mãe estava fazendo o café da manhã e o Mason estava lendo o seu jornal.

- Bom dia mãezinha - disse dando um beijão no rosto da minha mãe - Bom dia Mason - disse passando a mão em seu cabelo.
Todos me responderam com um bom dia bem alegre, e eu não entendo porque eles SEMPRE estão bem humorados tão cedo da manhã.
- Está pronta filha? Ja estamos um pouco atrasados - Disse minha mãe colocando seu sapato de salto - Mason já está esperando no carro.
- Já  estou indo - Disse pegando minha mochila.
Mamãe e Mason trabalhavam no mesmo lugar, eles eram médicos muito importantes e sempre saiam para fazer palestras, e eu ficava sozinha, durante dias ou até mesmo semanas, Andy sempre confiou muito em mim. O caminho da escola sempre é muito familiar, pois estudo lá desde o maternal. Não sou das populares na escola sabe? Tiro muitas notas boas mas não sou de estudar, graças a isso não ganhei o apelido de NERD na sala. Quando o carro parou senti um friozinho na barriga básico, aquele que você sempre sente ao saber que você vai rever todos os seus amigos.
- Tchau filha, boa aula! - disse minha mãe com aquele sorriso perfeito que eu gostaria de ter herdado
- Tchau Amy - Mason falou encenando um tchauzinho com as mãos.
- Tchau gente.
Foi só eu fechar a porta do carro que eu senti uma imensa vontade de voltar pra casa, e ficar no meu quarto pra sempre. Continuei andando perdida nos meus pensamentos idiotas, até que eu tropecei em uma mochila que estava no chão.
- Mas que coisa, quem é que deixa uma mochila no MEIO DO PÁTIO? - gritei muito brava por ter pegado esse mico.
- Me desculpe, eu pensei que você iria ver a mochila, mas ai você continuou andando e… 
- Ta, ta, ta - eu falei toda extressada e cortando o menino.
Passou pela minha cabeça que eu não conhecia aquela voz. E como eu morava em uma cidade pequena era tipo assim de LEI conhecer a voz e o nome de todos, isso me fez parar de olhar para a mochila que estava no chão e olhar para o idiota que tinha deixado ela ali. Quando eu vi, eu não acreditei, não mesmo. Eu ja tinha visto aquele garoto fazendo uns covers há alguns anos atras; ele estava muito lindo e isso eu não poderia negar..
- Está tudo bem? - disse ele olhando para mim para que eu acordasse.
- AAh, me desculpa eu sou meio desligada mesmo. Eu não te conheço? - Eu disse com minha voz patética.
- Conhece? - ele falou um pouco assustado.
- Você é o Justin, não é? Ja vi você no YouTube há uns anos atrás!
- AAH, sou eu mesmo - ele disse sorrindo. E EU JURO QUE FORAM OS DENTES MAIS LINDOS DE TODOS.
Quando eu pensei em puxar um assunto básico ( coisa que eu não sou nem um pouco boa ) o sinal bateu. até que eu agradeci porque eu nao sabia o que eu iria falar mais com ele. Nunca fui boa com meninos, na verdade eu nunca fiquei com ninguém. É meio constrangedor ter 16 anos e nunca ter ficado com ninguém, ainda mais quando suas amigas saiem para as festas e passam a vassoura, o rodo e até o aspirador, enquanto você não passa nem um paninho. Percebi que estava perdida em meus pensamentos de novo e corri para a sala de aula,e adivinha quem estava na minha sala? ELE ELE ELE ELE ELE. Eu poderia prender o professor no banheiro contratar um DJ e fazer uma festa, mas invés disso cheguei com uma carinha de cú básica para ele não ficar convencido. E adivinha qual era a única carteira vazia? A QUE TAVA NA FRENTE DELE. Eu claro, como sempre muito esperta e fodona sentei lá. A primeira aula era de biologia, e o professor ja começou dando matéria de cara, e como eu nunca gostei de biologia eu desejei MUITO ter sentado atras dele, ai sim eu teria algo muito interessante pra fazer: Olhar para ele. Eu sei que ele iria estar de costas, mas ele fica sexy de todos os ângulos. Olhei no meu relógio para ver quantas horas eram, e só tinham passado 20 minutos, VINTE minutos da aula. Eu queria morrer de tanto tédio até eu sentir alguém me cutucando, e eu virei tão rápido que derrubei o caderno dele no chão.
- Ai, me desculpe, de verdade. - eu disse me achando a pessoa mais feia e idiota do mundo
- Haha, ta tudo bem, eu só queria te entregar isso - ele me entregou um bilhetinho e depois mordeu os lábios
Eu virei para frente e abri aquele o que ele tinha me dado, estava escrito com letras bem bonitas e cursivas: você é muito linda. o jeito que você me olhou hoje me deixou até sem graça, queria conversar com você na saída. Eu li, re-li, li denovo, e não acreditei. Ele tinha me chamado de linda E QUERIA CONVERSAR COMIGO NO FINAL DA AULA. Os únicos pensamentos que vieram pela minha cabeça foram: LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO LINDO. A aula passou tão rápido e eu sinceramente nem acreditei. Só acreditei quando a professora de espanhol disse: - Até amanhã pessoal.
Eu fui a primeira a sair da sala, a procura do meu príncipe encantado, andei por todos os lados, até no banheiro masculino eu dei uma espiadinha e nada! Cansei de procurar e fui para o meu lugar secreto naquela selva de alunos: uma arvore de galhos bem longos e folhas bem verdinhas que ficava no lado mais afastado do bosque da escola. Eu gostava de ficar sentada em baixo dela, só para passar o tempo… nem minhas melhores amigas sabiam daquele lugar. Pode parecer um pouco retardado mas eu escrevi a inicial do meu nome no tronco, portanto a arvore pertencia a mim… ou não. Um beija-flor estava passando, e eu fiquei igual a uma retardada olhando, eu sempre me distraio com coisas idiotas. até que alguém apareceu na minha frente.

2 - O COMEÇO


- AI QUE SUSTO - eu gritei quase infartando. O sol estava batendo muito forte no meu rosto, e eu não conseguia enxergar quem era.
- Eu não queria te assustar - alguém disse com uma voz muito sedutora. Quando eu digo sedutora É SEDUTORA MESMO.
Me levantei raciocinando que eu conhecia aquela voz, e eu sabia muito bem de quem era.
- Como você chegou aqui? - eu perguntei brava, já que aquele lugar era só meu e de mais ninguém. 
- Eu te segui até aqui. Foi bem difícil de te achar, mas agora eu que te pergunto, o que VOCÊ faz aqui sozinha? Pode ser perigoso para uma menina bonita como você - Justin disse dando uma mordidinha naquela boca perfeita
- HA-HA-HA - eu ri ironicamente - Eu estava… - Por um momento eu fiquei olhando aqueles olhos… os olhos dele ja eram bonitos, mas aquele contraste do sol e o verde das folhas os deixavam mais bonitos ainda - Eu estava… eu… EU SEI LA O QUE EU ESTOU FAZENDO.
- Você é bem estranha sabia? Mas você parece comigo! Sou um garoto misterioso também - ele sorriu e eu tive que sorrir também, era impossível não sorrir junto com ele.
- Você toca violão? - eu perguntei olhando para o violão que ele carregava nas costas.
- Toco sim, trouxe ele aqui para tocar uma musica que eu estou trabalhando e para ver se você gosta - ele riu novamente. E é claro que eu não iria recusar, ainda mais com aquele sorriso.
- Tá bom.
E foi quando ele começou a cantar: when I met you girl my heart went knock knock, now them butterflies in my stomach won't stop stop… Eu não conseguia acreditar o quão perfeito ele era. Não saia nem uma palavra da minha boca, nem um sorriso, nada. Eu apenas fiquei observando aquele paraíso, e ele cantava a musica como se ele tivesse escrito para mim. E eu juro que conseguia ver muito amor nela. Enfim ele terminou a musica.
- O que você achou? - ele perguntou bastante ansioso pela resposta.
- Foi perfeito - eu disse sorrindo. Esse mesmo sorriso acabou quando eu vi que ja tinha passado o horário do almoço e minha mãe ficaria muito furiosa porquê hoje era o único dia que ela almoçava em casa - Ai, me desculpe mas eu tenho que ir. É que minha mãe.. - eu não consegui terminar de falar. Saí correndo bosque afora como uma doida fugindo de um psicopata.
Eu fui andando para casa naquele dia, eu só conseguia pensar nele e em mais ninguém. Não era possível eu ser tão boba de pensar que um menino perfeito como ele fosse se apaixonar por uma pateta distraída como eu. Não tinha lógica, não batia. Senti um bolo enorme na minha garganta, eu queria chorar, e ficar sozinha. Cheguei em casa e vi mamãe e Mason dormindo abraçados no sofá. Isso foi um alivio para mim, então subi as escadas e me tranquei em meu quarto, e eu fiz o que estava com mais vontade: chorei. Sempre quando eu choro eu pego no sono e acordo com a cara inchada e foi dito e feito, menos a parte da cara inchada (graças a Deus). Acordei com o telefone tocando e ja eram quase 7 da noite, caçei meu telefone pelo criado mudo e atendi.
- Alo? - eu disse com uma voz de sono
- Oi Amy, é a mamãe - disse minha mãe com aquele bom humor de sempre.
- Oi mãe
- Então filha liguei pra avisar que eu e Mason teremos que sair e ficar uns dias em Nova York para uma palestra, não falei nada ai porque você estava dormindo e não queria te acordar. Nós ja estamos dentro do avião indo para lá. Não se esqueça de se cuidar e não falar com estranhos, e não abrir a porta sem olhar no olho magico… - minha mãe falava como se fosse a primeira vez que ela me deixava sozinha.
- E blablabla né mãe. Eu não tenho mais 12 anos de idade - disse repreendendo-a por aquilo
- Ta bom filha, me desculpe. Quero te falar também que deixei o carro ai para você não ir nem voltar sozinha da escola, ah! e saiba que eu sentirei saudades 
- Eu também mãe, boa viagem, tchau.
- Tchau minha linda - e a ultima coisa que eu escutei foi o tutututu da ligação ja desligada. 
Coloquei meu celular de novo no criado e voltei para as minhas cobertas quentinhas já que não tinha nada melhor para fazer. Meu celular tocou denovo, atendi porque podia ser minha mãe e ela poderia ficar preocupada.
- Oi mãe 
- Érr.. oi aqui é o Justin - ele disse do outro lado da linha telefônica e eu juro que não conseguia acreditar
- Como é que você descobriu meu numero? - eu perguntei confusa depois de levantar bem rápido.
- Eu não só descobri seu numero como descobri aonde você mora também, vem aqui abrir a porta pra mim - ele disse, e eu juro que podia sentir ele rindo enquanto me dizia aquilo.
Eu não falei mais nada e desliguei o telefone. O primeiro pensamento que veio na minha cabeça foi que eu estava HORRÍVEL, com mal hálito e de PIJAMA ainda por cima. Corri peguei um shorts pretos bem curtos e uma blusa branca de babadinho que eu amava, coloquei minha havaiana e escovei os dentes. No caminho até a porta prendi meu cabelo em um rabo de cavalo bem mal feito. Cheguei perto da porta e um frio me veio na minha barriga, e eu sabia muito bem o porquê. Abri a porta e o vi, ele estava LINDO como sempre, com uma bermuda jeans, uma blusa branca e um tênis preto da marca supra.

- Ei - disse ele sem graça
- Oi - eu disse sorrindo, não agüentei e tive que abraça-lo, e eu o abracei muito forte mesmo.
- Que recepção hein! - ele disse sorrindo e me abraçando mais forte com as mãos na minha cintura.
- Me desculpe, só me deu uma vontade de fazer isso.
- Você só sentiu agora? Eu tive vontade de fazer isso desde a primeira vez que te vi tropeçando na minha mochila - ele riu, e eu consequentemente ri também ao lembrar daquele momento.
- Entra - eu disse dando passagem para ele entrar.
- As damas primeiro - Justin disse encenando com as mãos.
Então eu entrei, esperei ele fechar a porta e peguei a sua mão guiando ele até o sofá.
- Você mora sozinha? - ele disse olhando e concluindo que eu estava realmente sozinha
- Não, minha mãe tem que viajar a trabalho com meu padastro as vezes. Ai eu fico sozinha - eu falei olhando para os seus olhos, lindos como sempre.
- A ta - Justin disse olhando para mim.
Então um silencio enorme tomou conta da sala e eu fiquei sem graça encarando o chão. Com suas mãos Justin pegou meu rosto delicadamente, para que eu pudesse olhar diretamente em seus olhos, e colocou uma mexa do meu cabelo que tinha soltado do rabo de cavalo para trás.

3 - ONE LESS LONELY GIRL


- Eu quero ficar com você para sempre - Justin disse olhando nos meus olhos - Eu nunca me senti tão atraído por uma menina assim.

Eu não conseguia dizer e nem fazer nada. Eu só queria ficar olhando para o seu rosto angelical. Como em um filme ele pegou meu queixo, até que meus lábios se encaixassem com os dele, foi meu primeiro beijo, e não poderia ter sido mais perfeito. Eu conseguia sentir e pressão de seus lábios nos meus, e sua língua dançava em um ritmo diferente com a minha. E foi assim durante 2 semanas, minha mãe e Mason ja tinham voltado de NY e eu não deixei de apresentar Justin para eles, eu sei que não era nada sério, mas eu sempre fui muito sincera com a minha mãe. Essas ultimas semanas que tinham se passado foram as melhores da minha vida. Justin era um fofo, um cavalheiro comigo! E eu estava realmente apaixonada por ele, e ele por mim. A carreira de Justin como músico estava indo super bem, principalmente depois do lançamento do seu primeiro single One Time. 
- Vem aqui, vem gatinha - disse Justin rindo em cima da minha cama.
- Pera ai Justin, deixar eu terminar de escovar meus dentes - eu disse meio embolada, por causa da boca cheia de pasta de dente.
- Eu não quero esperar, vem agora, eu preciso de você - ele disse fazendo biquinho, eu sorri, mas continuei escovando os dentes - Você quer ver eu indo ai e te trazendo para cá a força? 
- Vem machão, até parece que você é forte assim - foi só eu dizer que ele levantou na mesma hora e me agarrou pela cintura. E eu não vou mentir: ele era realmente forte.
- Ta vendo como eu sou forte, HAHAHA - ele disse se gabando.
- Eu consigo ser mais forte que você - foi só eu terminar a frase, que eu ja tinha conseguido me livrar de seus braços e jogar ele na cama. Pulei e fiquei sentada em cima de sua cintura rindo igual a uma psicopata. Ele estava me olhando muito, fiquei sem graça e parei de sorrir - Porque você esta me olhando desse jeito?
- É só que eu não consigo acreditar que eu tenho uma gata dessas sentada em cima de mim - ele sorriu. 
Eu me abaixei e dei um selinho na sua boca. Ele é que não sabia quanta sorte eu tinha em tê-lo, ele era tudo na minha vida agora, eu não precisava de mais nada, só ele.
- Eu te amo muito - Justin disse com seu rosto angelical, e seu cabelo atrapalhado que o deixava mais lindo ainda.
- Eu te amo muito muito muito também.
Aquela noite seria especial. A gente iria para um boate e Justin disse que tinha uma grande surpresa pra mim, eu estava realmente ansiosa. Coloquei minha saia preta de cintura alta e ela era bem curta - estávamos no verão, então todos preferiam as roupas mais curtas - uma blusa branca com alguns detalhes, meu salto alto - mas não alto o bastante para ficar maior que Justin - e fiz uma maquiagem bem leve, pois Justin falava que eu ficava mais bonita sem maquiagem. O cabelo eu preferi deixar natural e solto mesmo. Eu estava pronta, agora só precisava avisar para a minha mãe. Juntei minha bagunça e fui até o quarto dela e bati na porta.
- Mãaae?
- Oi filha, pode entrar - ela disse meio sonolenta
- Hoje eu irei sair com o Justin como tínhamos combinado e não sei ao certo a hora que eu vou voltar, qualquer coisa liga no meu celular.
- Ok filha, mande lembranças pro meu pequeno genro. 
Na mesma hora escutei a buzina do carro, era Justin, e eu estava muito ansiosa para saber o que ele tinha feito para mim. Abri a porta de entrada da minha casa e o vi em sua Range Rover preta, era um carro bastante bonito. Antes que eu chegasse até a porta do carona Justin já tinha chegado lá, e aberto a porta para mim. Ele me deu um selinho e me abraçou.
- Você está muita linda hoje, não que você não seja todos os dias - ele disse sussurrando em meu ouvido, eu senti um arrepio e entrei no carro.
Justin estava muito lindo também, com uma blusa roxa por baixo de uma jaqueta preta, uma calça preta apertada e um tênis branco da Supra. Ele estava muito elegante, mas estava quieto, ele parecia muito nervoso com alguma coisa, então preferi ficar em silencio também. Chegando no local da boate Justin estacionou perto da entrada e abriu a porta para que eu saísse, ele segurou na minha mão e entramos lá dentro. Lá era bem grande e moderno cheio de coisas coloridas… e apesar de estar muito escuro eu conseguia ver as meninas me olhando com inveja - a carreira de Justin estava avançando muito rápido, ele estava prestes a lançar seu CD, e com isso ele tinha multidões de fãs - tentei ignora-las quando Justin me pegou e me beijou como nunca tinha feito antes. Eu consegui ir no céu e voltar. 
- Eu ja volto, fique bem aqui, não se mova - ele disse arfando depois daquele beijo. e que beijo.
- Ta bom - eu sorri e soltei sua mão. Eu me sentia sozinha sem Justin por perto, como se fosse um buraco em meu coração que só se fechava quando ele estava por perto.
De repente eu vi a boate inteira se apagar, e ninguém conseguia enxergar nada, até eu escutar a voz de Justin e uma luz bem no meio da pista de dança perto de onde eu estava.
- Oi gente, aqui é o Justin Bieber, alguns de vocês ja devem me conhecer pelo meu single One time, whats up? - ele disse no microfone olhando para todos que estavam na boate. As pessoas o responderam com alguns gritos - Então, eu estou aqui porque queria tocar uma musica para a garota que eu mais amo no mundo - foi quando ele olhou para mim, e eu pude sentir o resto da boate fazendo o mesmo, principalmente porque a luz agora estava em mim também - Ela é a coisa mais especial no meu mundo, e eu não sei o que seria de mim sem ela - então ele sentou pegou seu violão e começou a cantar I saw so many pretty faces, before I saw you,you, now all I see is you, I'm comming for you. oh no, don't need these others pretty faces like i need you and when your mine in the world there's gonna be one less lonely girl.
Ele cantou a musica inteira e não parou de olhar em meus olhos nenhum minuto, eu comecei a chorar, era a coisa mais linda que alguém ja tinha feito pra mim. Ele cantou a ultima frase largou o violão e feio em minha direção. Ele me beijou e depois me abraçou. 
- Você quer namorar comigo? - Justin disse, e apesar dele estar sem o microfone algum grupo de pessoas ouviu o que ele disse e isso se alastrou para a boate inteira.
- É claro, eu te amo tanto! - eu respondi e o abracei - com isso ele pôs um colar em meu pescoço, um colar lindo com uma pequena pedra de diamante e a ultima coisa que eu lembro foi das pessoas gritando em comemoração… ou em uma falsa comemoração.
Nós dançamos a noite inteira e eu precisava muito ir ao banheiro… eu segurei o maximo que pude para não deixa-lo sozinho nessa altura do campeonato. Não queria perder meu namorado para outra.
- Justin preciso ir ao banheiro - eu disse
- Tudo bem, vou sentar ali e ficar te esperando - ele sorriu e jogou o cabelo - Eu te amo.
- Te amo também - respondi me afastando dele.
Cheguei no banheiro e fiquei um tempo analisando aquele lindo colar que ele tinha me dado, e pensando o quanto eu era a menina mais sortuda do mundo. Usei o banheiro e quando saí, vi Justin conversando com uma menina, ela estava bem perto dele e eu não tinha gostado daquilo. Quando eu estava a poucos metros de distancia ela beijou Justin, ou ele beijou ela. Foi um choque para mim, era como se uma coisa tivesse subido, eu fiquei chocada com o que eu estava vendo, eu não conseguia acreditar. 
- É assim que você me ama? É assim que você me quer do seu lado para sempre? TOMA! - eu gritei arrancando e jogando o colar que ele tinha me dado em cima da mesa. Eu corri, não sei como consegui correr tão rápido de salto. Mas como Justin estava de tênis, de nada adiantou aquela perigosa corridinha minha.
- Espera Amy, você entendeu tudo errado - Disse Justin me agarrando em seus braços.

4 - REENCONTRO 


- Me deixa em paz, como você foi capaz? - E eu comecei a chorar, eu odiava o jeito que eu era tão sensível. 
- Por favor meu amor deixa eu te explicar - ele me disse suplicando. e eu podia ver lagrimas em seus olhos.
- Não, Justin, NÃO. Eu ja vi demais, você não precisa me explicar nada - eu me soltei de seus braços e fui andando. Sim, eu pretendia ir andando para casa.
- Me deixa pelo menos te deixar em casa - ele gritou
- Não, eu vou andando - gritei
Eu estava indo muito rápido, eu não queria que ele me alcançasse e começou a chover. Aquela chuva de verão que cai um toró. Eu não me preocupei com a chuva, eu estava machucada, eu não sentia mais nada, a única coisa que eu sabia fazer no momento era chorar e pensar em como eu fui idiota em acreditar que ele me amaria. Senti uma forte luz vindo atrás de mim, devia ser um carro  muito grande por causa do farol, então eu ja sabia quem era.
- Amy, por favor vamos conversar não faz isso comigo - ele estava chorando muito também - eu te amo meu amor, eu te amo.
- Eu não quero conversar, me deixa em paz - eu gritei com as palavras meio emboladas, eu realmente estava em prantos.
Justin foi ao meu lado o tempo inteiro no carro, e a chuva só aumentava cada vez mais.
- Amy eu vou descer e te colocar dentro do carro.
- NÃO SE ATREVA A ENCOSTAR EM MIM DENOVO - eu pisei em um buraco cheio de água e como eu estava de salto eu levei um tombo feio. Justin freiou o carro na mesma hora e veio em minha direção
- Amy, Amy vc esta bem? Fala comigo meu amor.
- Eu to…. eu to… bem - foi a ultima coisa que eu lembro de ter falado antes de desmaiar.
Eu acordei com o sol no meu rosto, abri os olhos e pensei estar sonhando. Eu estava em um quarto totalmente luxuoso, quarto de filme mesmo. O sonho acabou quando eu vi que aquele quarto era de Justin. Eu não me lembrava muito bem do que tinha acontecido mas eu sabia que estava muito brava com ele, e com uma grande dor no pé.
- Bom dia flor do dia - Justin veio em minha direção rindo como se nada tivesse acontecido.
- Eu não estou bem com você. E você sabe disso - eu disse cruzando os braços.
- Nem depois de eu ter salvado a sua vida? - ele riu
- Você não salvou minha vida porcaria nenhuma, eu só cai na rua por causa do meu maldito salto
- O que? Você pisou em um buraco e torceu o tornozelo Amy. Você desmaiou por causa da dor, e enquanto você estava lá inconsciente você levou uma parte de mim, você não sabe o tanto que eu fiquei preocupado. Eu te trouxe para minha casa o mais rápido possível e o médico veio aqui de madrugada, examinou seu pé e passou um antibiótico para dor, por sorte não foi nada grave. 
- Eu preciso falar com a minha mãe - disse como se nada que ele tivesse falado tivesse tocado meu coração lá no fundo. Ele ficou decepcionado com isso, eu podia ver em seus olhos.
- Minha mãe ligou para ela na madrugada e pediu para você dormir aqui inventando uma desculpa para não preocupa-la - ele disse sério - Você viu o que você fez?
- O que EU fiz? - eu disse muito brava - Você beija uma garota DEPOIS DE ME PEDIR EM NAMORO E EU QUE FIZ ALGUMA COISA? - eu estava realmente gritando
- Sobre isso, eu quero te explicar, e eu preciso que você entenda Amy, de verdade - ele sentou na cama e segurou minha mão - Quando você foi no banheiro eu fiquei sentado e uma fã veio e me pediu um autografo, eu dei para ela, e nós estávamos apenas conversando, então ela veio para cima de mim e me beijou. Mas o que eu quero que você entenda não é isso, eu quero que você entenda que agora eu sou Justin Bieber, uma celebridade e eu tenho fãs e tenho que ser atencioso com elas! São elas que estão fazendo meu sonho se tornar realidade, dói em mim ter que te dizer isso, mas você terá que se acostumar com meninas em cima de mim por onde quer que eu vá. Eu só quero que você entenda que você é a pessoa que eu mais AMO no mundo inteiro. Acima até das minhas fãs… você só perde pra minha mãe - ele sorriu
- Mas para mim você continua sendo o garoto idiota que deixa mochilas no meio do pátio, o meu Justin - eu tentei sorrir, mas uma lagrima caiu do meu olho
- Não chore minha linda - Ele disse limpando as lagrimas de meu rosto com seu dedão
- Me desculpe Justin, me desculpe. É so que eu fiquei com tanto medo de te perder, eu não quero ficar longe de você nunca, nunca mais - eu disse olhando em seus olhos.
- E quem disse que eu vou me separar de você algum dia? Eu te amo, eu te amo e eu te amo, eu irei falar isso até você se cansar - Ele veio para perto de mim e me abraçou.
- Eu te amo mais do que você imagina - sorri e o beijei.
Eu me levantei do abraço de urso que ele estava me dando e fui até o banheiro. Era o maior banheiro que eu ja tinha entrado em toda minha vida. Tinha enormes espelhos por todos os lugares uma hidromassagem enoooorme com uma ducha. Eu me senti em um paraíso. Meu pé ainda estava dolorido, mas eu realmente precisava tomar um banho e tirar a energia negativa da noite de ontem. Foi o que eu fiz, tirei minha roupa e entrei na hidromassagem. Estava tão relaxante que acabei caindo no sono.
- Amy acorda - disse Justin empurrando meu ombro
- Ã? EU DORMI? AI JUSTIN ME DESCULPA EU CAÍ NO SONO SEM QUERER - eu levantei de repente lá de dentro, e não me dei conta da situação que eu tinha me metido: eu.nua.em.pé.na.frente.do.Justin - AI MEU DEUS DO CEU FECHA O OLHO - eu disse voltando pra dentro da hidromassagem 
- Uau, eu não imaginava ver isso - ele disse rindo - Eu não sabia que você era tão… é… como se diz mesmo? - ele mordeu os lábios fazendo hora com a minha cara
- Gorda? 
- Quase lá, começa com a mesma letra mas a palavra é GOSTOSA - ele riu e me deu um selinho - Eu vou sair te espero la no meu quarto, precisamos conversar
Eu apenas o soltei e acenei com a cabeça, eu estava com vergonha pelo o que tinha acontecido, e estava curiosa sobre a conversa que ele queria ter comigo. Levantei, peguei minha toalha e me enrolei nela, ja estava saindo do banheiro quando vi roupas limpas para mim em cima da pia, resolvi vesti-las. Saí do banheiro e Justin estava sentado na cama com um ar preocupado, eu sentei do seu lado e fiquei encarando seus olhos.
- O que foi Justin? - eu disse
- Eu vou ter que ir em um evento hoje - ele disse triste.
- Tudo bem Justin, eu irei estar de esperando aqui. Mas por que você está assim? - eu não estava entendendo o problema em ele ir sozinho
- Eu queria que você fosse comigo - Justin disse pegando na minha mão
- Deixa de ser bobo Justin - eu sorri
- Você vai ficar bem?
- Ta me achando com cara de que? - Não era possível que Justin me achava tão pateta assim
- Nada - ele sorriu - Eu tenho que me arrumar
- Ta bom, eu vou pra casa - eu sorri e te dei um beijo na bochecha
- Eu te amo - ele sorriu também
Eu saí do quarto dele e liguei para minha mãe vir me buscar. A casa de Justin não era muito distante na minha, mas ficava localizada em uma rua mais de luxo,
- Ei Amy - uma voz veio atrás de mim, e eu me virei automaticamente para ver quem era
- Oi Pattie - eu disse envergonhada. Eu tinha DORMIDO na casa do Justin e não tinha ido sequer conhecer a mãe dele - Me desculpe por não ter me apresentado antes, eu estava realmente com muita dor no pé
- Tudo bem, não se incomode - ela veio e me deu um abraço - Muito prazer em te conhecer, você é do jeito que Justin descreveu: maravilhosa!
- Muito obrigada - eu sorri. eu estava com MUITA vergonha, MUITA mesmo - Eu amei a sua casa, tudo aqui é perfeito, a decoração é perfeita, muito bom gosto - eu disse tentando entrar em um papo mais formal. 
- Na verdade, a maioria da decoração foi Justin que escolheu - ela disse e sorriu
- O Justin? Uau, não sabia desse dom dele - eu dei uma gargalhada - O que ele não sabe fazer não é mesmo?
- É. tenho muita sorte em ter um filho como ele - Pattie sorriu - Justin me falou sobre ontem a noite - NÃO ACREDITO QUE JUSTIN TINHA CONTADO PRA ELA MINHA CRISE DE CIUMES - Você não precisa ter ciúmes querida. Meu filho te ama muito, você virou o assunto principal nessa casa, e eu confio muito na educação que eu lhe dei.
Eu apenas sorri. Não conseguia dizer nada, eu estava arrependida do que eu tinha feito mas eu nunca iria imaginar… foi muito rápido… Meu celular começou a vibrar, era minha mãe ela ja tinha chegado.
- Obrigada por tudo Pattie, manda um beijo pro Justin - eu disse acenando um tchau
- Foi um prazer! Pode deixar que eu mando sim - Pattie disse sorrindo. Ela era realmente muito bonita
Eu fui andando a caminho do carro, eu não queria conversar com a minha mãe agora. Na verdade eu não queria conversar com ninguém, eu só queria ir para o meu quarto.
- Oi filha, como foi ontem a noite? - minha mãe disse sorrindo com seu bom humor de sempre
- Foi ótimo mãe. Agora é oficial eu estou namorando - eu sorri
- MENTIRA! Ai filha como fico feliz por você. Fico até mais aliviada em te deixar sozinha, Justin é um menino tão cavalheiro e doce - minha mãe disse empolgada
- É, eu tenho sorte em te-lo.
Fomos o resto do caminho meio caladas, minha mãe me falou sobre as precauções e todas aquelas coisas sobre precauções na hora da primeira relação e blablabla. HELLOU mãe, eu só tenho 16 anos, não estou pensando em fazer isso agora. Ela disse também que teria que viajar com Mason de novo. Mas dessa vez eles iriam para o Brasil, e iria ser uma viagem de quase 2 semanas. Pode ser egoísta da minha parte mas eu achei bom. Eu gostava de ficar sozinha em casa, e gostava de saber também que Justin poderia dormir lá comigo. Cheguei em casa e fui para o meu quarto, a primeira coisa que fiz foi deitar na minha cama. A cama de Justin era muito boa mas nada comparada a minha velha cama, eu sentia falta de ficar no meu quarto sozinha… Eu acabei pegando no sono como sempre e acordei no dia seguinte ja pela manhã com a minha mãe me dando um beijo.
- Ai filha não queria te acordar - minha mãe disse decepcionada - É que nós ja estamos indo para o Brasil... AHH e o Mason te mandou um beijo e falou para você se cuidar
- Ta bom mãe - eu disse sonolenta e fechei meus olhos de novo.
Minha mãe saiu do quarto e eu só levantei quando ouvi o carro saindo da garagem. Se eu não fingisse continuar dormindo minha mãe ia continuar com aquele papo de não abrir porta para estranhos e blablabla. Levantei fui até o banheiro e fiz aqueles procedimentos matinais: tomar banho, escovar os dentes… Desci e tomei meu café, achei estranho por Justin não ter me ligado, mas achei que ele poderia estar dormindo ainda, pois era muito cedo da manhã. Como tinha muito tempo que eu nem ligava meu computador resolvi liga-lo para ver o meu email. Minhas amigas devem ter me mandando 90 emails falando as coisas de SEMPRE: como foi? você ja esta namorando? estamos com saudade! Antes de entrar no meu email fui dar uma olhada nas noticias da pagina inicial até que eu vi a que mais me chamou atenção: JUSTIN BIEBER É FLAGRADO COM NOVA NAMORADA NO STATION SQUARE. Eu não me contive e tive que clivar, enquanto a pagina abria eu podia sentir minhas mãos suando. Eu não queria ver aquelas fotos, eu sabia que iriam partir meu coração. Foi quando eu vi fotos do Justin de mãos dadas com uma menina, ou talvez uma mulher mais velha que ele. Eram varias fotos deles se abraçando, saindo do Station de mãos dadas, Justin abrindo a porta para ela, e eles entrando no carro. Eu não conseguia acreditar, não de novo. Eu desliguei meu computador e deitei na minha cama, peguei o meu ursinho do Pateta que minha mãe tinha comprado em Nova York porque ela achou a minha cara e o abracei. Eu estava triste. Eu sei que Justin ja tinha me avisado sobre essas coisas, mas eu não conseguia ler essas matérias falando que ele estava com outra. Ele não podia estar com outra, ele tinha que estar COMIGO. Eu resolvi que eu precisava esquecer Justin e terminar tudo com ele, seria melhor para todos. Principalmente para a carreira dele, ele sempre estava desmarcando eventos e festas pelo fato de não poder me levar também. Era como se ele dependesse de mim e eu não queria isso, eu queria que ele continuasse com seu sonho sem ninguém para atrapalha-lo; O ramo da musica não é um bom ramo para um menino com uma namorada ciumenta como eu. Resolvi ligar para ele e acabar com tudo.
- Amy meu amor - Justin disse empolgado - Aonde nós vamos hoje?
- Eu nenhum lugar Justin. Eu quero terminar com você - eu disse curta e grossa, eu precisava ser assim.
- O que? ã? O que.. O que aconteceu? Eu não consigo entender! O que eu fiz Amy? Me desculpe! Eu nunca faço nada para te magoar! Eu.. eu.. eu não entendo! - ele disse nervoso e confuso.
- Eu não sou para você. Quero terminar tudo, e não quero que você NUNCA mais volte a me ver. NUNCA mais - eu disse, e dessa vez minha voz saiu mais fria do que antes
- Amy, tudo bem não vou te procurar mais. Mais o que eu fiz? - Justin disse, e eu sabia que ele estava chorando e isso me partia o coração
- Vai ser melhor para você e para mim - eu disse e desliguei o telefone.
Fiquei mais alguns minutos com o telefone na orelha. Um buraco enorme começava a corroer meu coração bem devagar, era uma dor muito grande. No fundo eu sabia que estava fazendo certo, eu não podia prende-lo em mim. E eu não agüentava ver meninas com ele… Eu não conseguia acreditar o quão forte eu era, para ter conseguido falar tudo isso para ele, e eu estava muito machucada, e eu sei que ele também. Com um tempo ele ira me esquecer, e eu tenho certeza. Quando eu estava prestes a chorar a campainha tocou, eu pensei que poderia ser o Justin, então desci até lá em baixo bem devagar e olhei no olho magico. Eu não sabia quem era, era um homem, e eu não conseguia ver seu rosto direito. Me lembrei do tanto que a minha mãe me falou sobre não abrir porta para estranhos, mas eu resolvi abrir.
- Oi filhinha - era meu pai. eu não consigo acreditar que ele tinha encontrado a gente de novo.
Eu tentei fechar a porta na mesma hora, mas ele foi mais forte e conseguiu empurrar para o lado oposto muito forte. Foi quando eu cai no chão e ele veio em minha direção. Eu pensei que ele fosse me matar.